[Resenha] Desgrávida - Jenni Hendriks e Ted Caplan!

Título: Desgrávida

Autores: Jenni Hendriks e Ted Caplan

Editora: Faro Editorial

Resenha: Veronica Clarke é o que chamamos de garota zero defeitos. Além de ser um grande exemplo para família, é um modelo quando o assunto é escola. Está no último ano - mais precisamente na época dos exames finais -, sempre teve ótimas notas, é popular, está concorrendo à oradora da turma e já tem sua vaga garantida na Universidade Brown, aquela que ela sempre sonhou! Para completar, tem três melhores amigas que também são bem populares e ela ainda namora o garoto mais cobiçado, o Kevin, que é completamente apaixonado por ela.
O que alguém mais poderia querer?


Nada poderia ser mais perfeito e não tinha o que dar errado (ou tinha?).

Como nem tudo são flores e dias ruins chegam para todos, Veronica percebe que sua menstruação está atrasada e mesmo sabendo das mínimas chances de uma possível gravidez - uma vez que ela e Kevin utilizam dos métodos contraceptivos -, ela faz um teste de farmácia para tirar a dúvida!

Então no banheiro da escola, ela decide acabar com aquilo e faz o teste ali mesmo. E para desespero da nossa protagonista, o teste dá positivo. Isso mesmo: PO SI TI VO. E como se já não bastasse, Bailey, sua ex-melhor amiga aparece no banheiro e descobre tudo. É aí que Verônica chega a conclusão que tem dois problemas pela frente - num momento típico daquelas situações em que a gente se dá conta de que nunca deveria ter saído da cama.

E agora? Sem chão, a garota de 17 anos não sabe por onde começar para resolver os problemas que tendem a colocar sua vida de cabeça pra baixo e destruir, além de sua imagem, seus planos de futuro.

Com base nisso, toda a jornada começa. Decidida a fazer um aborto e sabotar esse contratempo que ameaça seu futuro, ela liga para algumas clínicas que fazem o procedimento e a mais próxima fica em Albuquerque, no Novo México, à “APENAS” mil e seiscentos quilômetros dali. Iria ser uma jornada difícil? Iria! Mas o que ela não esperava era que contaria com a última pessoa no mundo que já se imaginou pedindo ajuda, ela mesma: Bailey Butler! A companhia mais doida que alguém pode ter!

Se tem como ficar pior? Tem! Veronica ainda descobre que seu namorado usou de uma técnica um tanto baixa e egoísta para engravidá-la de propósito e é o culpado por sua gravidez. O motivo? Para que ela não fosse embora cursar uma faculdade e assim ficasse sempre perto dele. Tem como defender? Jamais!

Com capítulos divididos em quilometragens, vamos acompanhar uma viagem recheada de muitas gargalhadas, confusões, carro roubado, fugas e principalmente... (re) descobertas. E ainda que a trama tenha o foco principal na tentativa incansável das garotas em chegar a tempo na clinica para realizar o procedimento, também nos traz muitas cenas que exploram a relação de amizade delas, tanto os problemas que fizeram com que elas se afastassem no passado, tanto o que elas são agora e tem de lidar - numa jornada interessante que estava muito além de ser só uma viagem por um objetivo único, mas que resultou numa jornada pelo autoconhecimento, busca de identidade, recomeços, perdão e o verdadeiro sentido da amizade.

E mesmo diante de muitas discussões e desentendimentos no caminho, a cada novo estresse podíamos conhecer mais das duas e entender o que estava por trás do afastamento e conflito delas. E melhor que isso, elas mesmas puderam se conhecer melhor, sendo notável o amadurecimento de ambas, em diálogos bem construídos.

Desgrávida aborda um assunto importante e um tanto polêmico, mas que os autores souberam tratar com humor e leveza, num livro que fala muito mais sobre amor, amizade, cumplicidade, sinceridade e por último, mas não menos importante: a busca pela felicidade e pelo direito de SER e FAZER o que quiser da própria vida!

Em breve haverá adaptação pela HBO!
Livro recomendadíssimo!

[Resenha] A guerra que me ensinou a viver - Kimberly Bradley!

Título: A guerra que me ensinou a viver

Autora: Kimberly Brubaker Bradley

Editora: Darkside Books


Resenha: 'A guerra que me ensinou a viver' faz parte de uma duologia e em seu primeiro volume "A guerra que salvou a minha vida" (resenha AQUI), conheceremos a história de Ada e James, duas crianças que após serem evacuadas devido a guerra, vão morar um Susan, uma mulher que de início se recusa a encarar aquela experiência, mas que com um tempo, ela, assim como as crianças, se entregam para o que o destino propôs e encontram naquela situação, muito mais do que esperavam. Encontram, uns nos outros, novos motivos para continuar vivendo e fechar as feridas!

No segundo volume, vamos encontrar uma Ada, mesmo ainda diante de muitas resistências, menos arredia e mais entregue ao que Susan a oferece. Encontraremos duas crianças que aprenderam, na dor, a se entregar ao novo. Neste volume a história tem início exatamente do ponto em que o primeiro parou e também é narrado pela perspectiva da pequena Ada.

Susan continua, de forma muito paciente, explicando aos irmãos tudo que eles desconhecem, que vão desde as coisas mais simples, às mais complexas, rendendo muitas vezes diálogos maravilhosos e muito divertidos.

“É possível saber um monte de coisas e mesmo 
assim não acreditar em nenhuma delas”

A guerra tem continuidade nesse volume e todos os dias parece ser mais um novo motivo para agradecer por estar vivo. Com a guerra, novas pessoas passam a fazer parte da vida de Susan e das crianças também, como a família de Lady Thorton - que é quem lhes dá um teto diante dos últimos acontecimentos no primeiro livro - e Ruth, uma garota alemã que chega muito assustada e mesmo gerando medo e curiosidade para uns e revolta para outros, com o passar do tempo passa a ser vista com melhores olhos.

E assim a história de Ada se desenrola. Com um tempo a garotinha vai dando o braço a torcer e começa a perceber que nem todo mundo é igual ou uma extensão do que a mãe dela foi para ela e o irmão. Seu coraçãozinho que, embora ainda assustado, estava fechado para novas perspectivas, começa amolecer e o que era medo, dia após dia, vai se transformando em lealdade a amor.

A guerra que me ensinou a viver é tão lindo quanto o primeiro. Kimberly conseguiu, mesmo diante da ótica de uma criança, nos ensinar lições valiosas de coragem e superação, é impossível não aprender alguma coisa com a Ada. Assim como conseguiu também nos envolver num tema forte e desastroso diante do cenário em que a história é ambientada, mas sem deixar o livro pesado ou devastante.

“É possível saber um monte de coisas e um 
dia, enfim, acreditar em todas elas.”

A edição beira a perfeição. Fiquei tão apaixonada pela diagramação desse, assim como fiquei do outro. A DarkSide sabe nos fazer amar um livro pelo conjunto, o trabalho inteiro está impecável, as fotos no final do livro nos aproximam ainda mais do enredo e nos dão um choque de realidade.

A escrita de Kimberly é majestosa e além de nos proporcionar uma leitura fluida e instigante, nos faz olhar para dentro. Ada encontrou o seu lugar no mundo e venceu a guerra que se travava dentro dela. Que possamos aprender nem que seja o mínimo com essa história que tanto abre nossos olhos da importância de pensar no outro e sermos melhores a cada dia - pensando no coletivo e também em nós mesmos.

Se o mínimo que esse livro tem para oferecer mudar uma coisinha que seja em cada um, quem sabe um dia ainda vivamos num mundo mais altruísta e de paz, onde travar nossa guerra interior seja simplesmente o maior dos problemas diante de todo o resto.

[Resenha] Verity - Colleen Hoover!

Título: Verity

Autora: Colleen Hoover

Editora: Galera


Resenha: Narrado em primeira pessoa por Lowen, uma escritora que mesmo sendo extremamente discreta quanto aos holofotes, resolve aceitar uma proposta irrecusável do marido de Verity - uma Best-seller famosa -, para continuar escrevendo uma série de sucesso da sua mulher.

O motivo é que depois do acidente que deixou Verity inválida, ela parou de publicar os livros e então seu marido, Jeremy, teve a ideia de contratar uma escritora para finalizar a série. Cotada como a melhor pessoa para tal privilégio, Lowen, que está cheia de dívidas, sem emprego e sendo ameaçada de despejo, não consegue recusar a proposta que irá lhe tirar do sufoco financeiramente falando.

Para isso, ela é convidada por ele para passar uns dias em sua casa e ter acesso ao escritório de Verity e assim conhecer mais da autora, se familiarizar com as ideias dela acerca de tudo e para que possa ler os primeiros livros da série a fim de que, conhecendo melhor a história, possa dar uma melhor continuidade ao trabalho inacabado da sua esposa.

Assim, Lowen o faz! E mesmo super desconfortável com aquela situação e insegura quanto a aquilo realmente dar certo, ela aceita o desafio. Mas, o que ela encontra vai muito além do que ela imaginava. Revirando o escritório da mulher que perdia os últimos anos da sua vida em cima de uma cama, ela encontra um manuscrito que Verity conta sobre a sua relação com Jeremy desde o primeiro encontro, até o momento do seu acidente. E o que vamos presenciar a partir daí é uma série de fatos que nos mostra que Verity não é tão perfeita quanto todos pensam e que ela esconde, não só segredos, mas uma personalidade de dar medo.

Atordoada e sem saber se conta ou não para Jeremy que sua mulher não é quem ele pensa, ela descobre também que os dias atuais da própria Verity escondem segredos que podem colocar todos naquela casa em risco. O desenrolar é eletrizante e quanto mais a leitura avança, mas queremos saber o que realmente está por trás de tudo e como aquilo vai acabar.

O final foi de cair o queixo. Colleen trouxe o que ninguém esperava e ainda lançou duas hipóteses para um desfecho que quando achávamos que tudo fora desvendado, uma carta aparece e muda todo o conceito que tínhamos criado. Foi como se ela tivesse nos dado mais uma peça para um quebra-cabeça que aparentemente estava montado. E agora, como encaixar mais aquela nova peça? Pois bem, eu embaralhei tudo e montei o meu final!
Uma cartada de mestre? Claro! A autora usou diferentes "armas" para criar dois finais extremamente possíveis e que no final coube a nós, meros leitores, decidirmos de que lado estávamos!
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A partir daqui vou deixar minha opinião e... CONTEM SPOILER!
Se você não leu o livro, sugiro que leia até o parágrafo acima!!

(...) bom, diante de um final onde a autora deixa duas hipóteses sobre a realidade da história, há quem tenha defendido a teoria do manuscrito e há quem tenha ficado do lado da teoria da carta! Eu faço parte do segundo time.
Por quê?

Bem, porque três situações ficaram permeando em minha cabeça, me levando a defender Verity e a veracidade da carta, são elas:

1. Acreditar no manuscrito seria subestimar a inteligência da própria autora e o poder dela de agregar surpresa à sua história, assim como também o poder que vai muito além de surpreender, mas de impactar! Se eu acreditasse na versão do manuscrito, em nada seria uma surpresa o desfecho do livro porque durante toda a trama, a autora pinta Verity como a pior pessoa do mundo, lemos o livro inteiro a odiando e desprezando suas atitudes e sua mente doentia. Qual a surpresa o final nos traria se o manuscrito fosse verdade? Apenas que Verity era mesmo tudo aquilo e fim! E não é essa sensação de desfecho que eu quero ter porque sei do potencial de Colleen e do quanto ela não queria que as coisas fossem tão óbvias. Então sim, eu prefiro acreditar na reviravolta e acreditar que a autora soube nos enganar, porque é em cima disso que o thriller funciona: além de envolver, brincar com o leitor e surpreender!

Sem falar que devemos estar sempre atento ao que está muito óbvio e ao que o autor está nos levando a acreditar, quem lê muito thriller sabe disso, muitos autores nos conduzem facilmente para o caminho que ELES querem que acreditemos e isso ficou bem claro aqui, o enredo nos levou a acreditar no pior lado de verity o tempo inteiro, então na minha cabeça acostumada a esse tipo de leitura (suspense/mistério), já estava aguardando a surpresa e reviravolta... E achar que Colleen nos presenteou com uma bela dose de impacto também contribui para minha defesa da versão da carta, haha

2. A incógnita chamada Jeremy! Fiquei com o pé atrás com esse personagem o livro inteiro e quando ele confessou que não foi a mulher que leu os livros de Lowen e sim ele, deixou bem claro que havia muito mais por trás do interesse dele na estadia de Lowen à casa deles. Na minha hipótese, Jeremy não era tão mocinho assim. E querem saber de mais?
Jeremy tinha o manuscrito nas mãos e com isso, tudo que ele precisava para fazer Verity pagar pelo que supostamente ele acreditava que ela havia feito. Com o manuscrito ele poderia usar o que ela mesma escreveu contra ela, então por que ele preferiu matá-la se poderia seguir por um caminho muito mais justo que seria colocá-la atrás das grades? Isso deixou bem claro a personalidade ruim do personagem. O manuscrito o colocava como vítima, ele tinha tudo nas mãos, por que escolheu o pior caminho? Na minha cabeça, porque ele sabia que ela poderia algum dia contar pessoalmente a polícia justamente tudo que estava na carta e todos saberiam que ele provocou o acidente dela, tornando indiferente e sem sentido a versão do manuscrito.

3. Acho que a capa já é um próprio spoiler e aquela cena reitera minha versão dos fatos kkkkkkkk. A cena faz parte da versão da carta e... paro por aqui pra não falar demais rs.

Resumindo, minha opinião é que Verity foi vítima da própria história!

Sou fã de Colleen assumidíssima e thriller é um gênero que eu amo. Então vocês podem imaginar o que eu senti unindo essas duas coisas num livro só. Gostei demais de Verity e gostaria de ver a autora em outros livros desse gênero, afinal ela nunca decepciona.


[Resenha] Os Manuscritos Perdidos - Charlotte Bronte!

Titulo: Os Manuscritos Perdidos - Charlotte Brontë

Editora: Faro Editorial

Sinopse: “Resgatado de um naufrágio e perdido por quase dois séculos, este livro tem uma história tão incrível quanto as escritas pela família Brontë. Viajando por quase duzentos anos entre o Velho e o Novo Mundo, os manuscritos passaram por diversas mãos e sobreviveram até a um naufrágio. Mais do que os primeiros rascunhos do que viria a se tornar a obra de Charlotte, o material revela detalhes da vida de uma das famílias mais talentosas da literatura mundial. Tudo teve início em 1810, quando Maria Branwell, que se tornaria mãe das famosas irmãs Brontë, obteve um livro, em sua terra natal. Dois anos depois, ela se mudou e o exemplar estava entre seus bens que naufragaram em um navio. O livro foi recuperado intacto e tornou-se precioso para toda a Família Brontë, sendo não apenas uma fonte de leitura, mas também de anotação pelas irmãs Charlotte, Emily, Anne, seu irmão Branwell e seu pai, Patrick. Em 1861, o livro foi vendido em um leilão depois da morte de toda a família. E, nos anos seguintes, passou por diversos donos, eventualmente, viajando para a América, onde permaneceu em uma coleção particular até 2015. Comprado pela Brontë Society, descobriu-se joias literárias e históricas escondidas entre suas páginas. Isso inclui anotações, esboços e dois textos nunca publicados de Charlotte Brontë. Mas este trabalho vai além: especialistas foram convidados a examinar os documentos e apresentam muitas reflexões, incluindo uma sobre a inspiração de Emily Brontë para um dos maiores livros da história: O morro dos ventos uivantes.”


Resenha: “Descobrir manuscritos inéditos de Charlotte Bronte, uma das maiores e mais amadas escritoras inglesas, é um marco célebre – e a história por trás dessa descoberta é igualmente incrível.”

O livro é introduzido com esse trecho que tanto nos diz sobre o que esperar dele. Sim, o livro é um verdadeiro deleite para os admiradores da Família Brontë.

Tudo tem início a partir de um livro que Maria Branwell, matriarca da família, possuía e que - de forma intacta - sobreviveu a um naufrágio durante uma travessia. Depois de recuperado, ele foi entregue de volta à família que, depois de tudo que aconteceu ao livro e por tudo que ele representava para todos após a morte dela, ele foi tido com muito apreço por seus filhos Charlotte, Emily, Anne, Elizabeth, Maria, o irmão Bramwell e o pai Patrick, que utilizaram o estimado bem não só para leituras, mas também para anotações... no que era para eles, uma preciosa recordação de Maria! (...) e que posteriormente nos presentearia com textos maravilhosos (alguns nunca publicados) de Charlotte.

Após a morte de todos e depois de passar por vários lugares e pessoas, ele foi adquirido pela Brontë Society, uma sociedade que tem como presidente, Judi Dench, uma fã incondicional da família. O livro tem início com a apresentação dela, mostrando todo seu apreço pela família que marcou gerações.

A edição está – impecavelmente – maravilhosa. O livro é um transcrito de informações ricas e muito bem exploradas e colocadas. Fotos, fragmentos poéticos, pinturas, autorretratos e manuscritos reais e de uma riqueza de detalhes incrível, você se sente de fato conhecendo de perto as memórias da família. Que grande acerto da Faro. Somos todos gratos por isso 

Conheci um pouco das Irmãs Bronte quando li, há alguns anos atrás, o livro de Emily. Após a leitura desse livro - que se tornou um dos meus favoritos -, fui pesquisar mais um pouco sobre a família e fiquei encantada, além de seguir querendo ler todos os livros das irmãs. Minha admiração pela família Bronte perdura até hoje e esta foi a razão de ter solicitado esse livro com a Editora, já imaginava o quanto ele seria majestoso, rico e me acrescentaria. E como acrescentou! Foi maravilhoso conhecer um pouquinho mais dessa família, além de ver tantas reflexões acerca de – coincidentemente - o único livro da família que eu li até hoje, O morro dos ventos uivantes.


[Resenha] Harry Potter e a Pedra Filosofal!

Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Autora: J. K. Rowling

Editora: Rocco

Resenha: Harry é um bruxo que depois de ter vivido desde muito novo na casa dos tios - que nunca foram amáveis e agradáveis com sua presença -, quando completou 11 anos foi chamado para estudar em Hogwarts, conhecer suas origens e se preparar para os desafios da vida de magia.


No trem ele já conhece quem vai estar ao seu lado durante toda sua trajetória. Ao cruzar com Rony e Hermione ele mal imaginava o quanto os três iriam cultivar uma parceria e uma amizade incrível. Ao chegar ao castelo ele percebe que além de um aprendiz de bruxo, ele é um fenômeno, já que é lembrado como o bebê que sobreviveu a um “duelo” contra “aquele-que-não-se-pode-mencionar” e que matou seus pais.

E o que se tem a partir daí são incontáveis aventuras. As crianças passam pelo chapéu seletor para que se definam suas casas e são destinados  - juntos - a Grifinória, Harry entra para o time de Quadribol - jogo dos bruxos, aprendem vários feitiços, entram em varias enrascadas, várias aventuras, se envolvem em várias descobertas e por fim vão parar em nada mais, nada menos que: um jogo de xadrez real para salvar a pedra filosofal.

Minha experiência com a leitura não foi muito diferente que a do filme. Fiquei tão maravilhada quanto e isso só reforçou o meu amor por essa história. A escrita de J. K. é envolvente e nos transporta para dentro da magia do cenário com extrema facilidade.

Você não precisa de muitos motivos para começar a ler Harry Potter, a fama - que faz jus a maravilha que o livro é - fala por si só.

Livro Recomendadíssimo


Minha história com HP:

É 2020 e eu tenho a impressão que li Harry Potter numa época em que todos os amantes daquela época já leram, mesmo sabendo que o sucesso do livro é atemporal. Acabo de ler o primeiro volume da série, mas minha história com HP NÃO é de agora!

O conheci através dos filmes, numa época que eu nem entendia direito o que eram as adaptações literárias. Numa época que, por não ter como ter os livros que eu queria e incrementar o meu amor pela leitura - que vem desde a infância -, eu sempre repetia incessantemente as leituras dos únicos livros que eu tinha.

Levei Harry Potter e a pedra filosofal pra assistir por indicação do dono da locadora, que eu, dispostamente, saia da minha cidade para ir em busca dos lançamentos na cidade vizinha. HP era o lançamento da época! Chegou por aqui junto com a fama das locadoras e a febre dos DVD's.

E depois do primeiro assistido, não parei mais. Assisti todos os primeiros filmes até entender de onde eles vinham e perceber que, independente das circunstâncias, eu preferia ler a assistir. Foi então que dei uma pausa - disposta a esperar o tempo que fosse necessário para fazer da forma como eu queria - ler e depois conferir a adaptação. Foi quando também ao mesmo tempo minha vida literária foi se expandindo e ficando mais fácil ter acesso aos livros. Então resolvi com total certeza: só veria o resto dos filmes depois que lesse a coleção inteira.
Isso não foi tão rápido como eu planejei. Tem quase 20 anos desde que eu conheci Harry Potter... Mas o importante mesmo é que agora SIM, vou conhecer o restante da história que ganhou meu coração - e do jeitinho que eu quero

Estou prontíssima. Que venham os próximos!

[Resenha] Pistas Submersas - Maria Adolfsson!

Título: Pistas Submersas

Autor: Maria Adolfsson

Editora: Faro Editorial


Resenha: Pistas Submersas é o primeiro volume da série Doggerland, da escritora sueca Maria Adolfsson e em todos teremos Karen Eiken Hornby como protagonista e investigadora dos casos. 

Doggerland é uma ilha um tanto curiosa, localizada ao norte da Escandinávia e até então era um lugar de paz. Todo o cenário muda quando, numa manhã, Karen recebe a notícia de um assassinato e a vítima é, nada mais, nada menos que a ex-mulher do seu chefe, Jounas Smeed - o homem em que ela teve a infeliz ideia de se envolver na noite anterior durante o Festival da Ostra, festa tradicional da região.

E como nada é tão ruim assim que não possa piorar, Karen é a principal encarregada na investigação do caso, cujo principal suspeito é o ex marido da vítima e que por sua vez, tem a própria investigadora como seu álibi, pois eles estavam juntos. E agora? Como provar a inocência de Jounas sem contar do envolvimento de ambos?

Com isso, nossa investigadora começa uma busca desenfreada por respostas e quanto mais profundo adentra, mais dúvidas surgem e ela percebe que a ilha e a própria vítima possuem muito mais segredos do que se possa imaginar.

A narrativa intercala entre presente e passado, onde é possível conhecer mais da história da ilha e de seus habitantes em um gancho que liga segredos que vão desde 1970 até os dias atuais.

A investigação se desenrola de forma lenta, mas em nada isso prejudica a leitura, muito pelo contrário, foi uma delícia conhecer em uma preciosa descrição e riqueza de detalhes a ambientação da história e a construção dos personagens.

A protagonista é maravilhosa e eu não vejo a hora de conhecer os próximos volumes da série. Karen é uma mulher forte, determinada e além de tudo intuitiva, pois mesmo com muitos indo contra as suas teorias, ela não arredou o pé da linha em que realmente acreditava.

O desfecho foi um soco no estômago e embora construamos algumas teorias que se emaranham às descobertas da protagonista, ainda assim é difícil imaginar – de antemão - um final daqueles e isso foi um dos pontos fortes do livro: a surpresa!

Maria Adolfsson criou uma história instigante, sinistra e envolvente... num livro que nos deixa ansiando pelo desfecho.

Livro recomendadíssimo!