[Resenha] Confesse - Colleen Hoover!

Título: Confesse

Autor: Colleen Hoover

Editora: Galera Record


Resenha: O livro é narrado em primeira pessoa e cada capítulo é intercalado entre os protagonistas Auburn e Owen. Logo de cara, o prólogo nos traz uma cena impactante em que a protagonista – com apenas 15 anos - se encontra em uma sala de hospital se despedindo do seu primeiro e grande amor que foi vítima de uma doença incurável, partindo precocemente.

Em tempo real já nos deparamos com uma Auburn mais madura, prestes a completar 21 anos, que se vê morando sozinha no Texas, tentando ajustar todas as peças que ficaram fora do lugar com a morte de Adam anos atrás.
Auburn é uma garota guerreira, que teve sua vida destroçada ainda muito cedo, mas que nunca permitiu que seus problemas ditassem as rédeas da sua vida. Longe da família e trabalhando em um salão de beleza do qual não se orgulha, vive sem muitas perspectivas, até que precisando de um segundo emprego - para pagar um advogado -, ela passa por um ateliê com um aviso de “Estamos Contratando”, que praticamente suplica para contratar alguém.

O dono do ateliê se chama Owen e é um pintor muito famoso por sua galeria de arte que reproduz nos quadros, confissões anônimas que são deixadas em sua porta, onde algumas ele usa de inspiração para sua arte. Ao vê-la, Owen fica balançado e já nos mostra que aquele não se trata de um primeiro encontro e sim de um reencontro, mas não explica o porquê. Tentando despistar o seu desconcerto em revê-la, rapidamente oferece o cargo e explica que é basicamente registrar as vendas. É um emprego de uma noite, pois o ateliê só abre uma vez no mês, mas ele paga super bem, afinal, sua obras são inéditas e em uma noite ele consegue a quantia que qualquer um tiraria em um mês inteiro. Auburn aceita a proposta.

Ela só não sabia que, mesmo sem ter procurado, iria ali encontrar também alguém que lhe ajudaria a colocar seu quebra-cabeça no lugar, depois do destino ter embaralhado todas as peças. O tempo vai passando e quanto mais ela convive com Owen, mais descobre que é possível abrir novamente o coração para alguém, mesmo ele ainda estando em frangalhos. O rapaz a faz ter sensações que há muito não sentia e que desde a morte de Adam, não achou que poderia voltar a sentir algum dia.
Ao passo que o casal vai se conhecendo, vamos conhecendo também mais deles e somos postos no calor dos segredos que rodeiam os dois e que quanto mais notamos que cada um deles tem algo a esconder, maior é a curiosidade e a percepção do quanto isso afeta e impede que o relacionamento deles possa progredir.

Assim, mesmo com todos os empecilhos que Auburn e Owen vão encontrando pelo caminho, eles não conseguem ficar afastados um do outro e quanto mais a trama se desenrola, mais torcemos pelo casal e para que seus segredos, quando revelados, não os afaste.

O segredo de Auburn é revelado perto do final do livro e embora não estivéssemos esperando pelo que é, foi menos impactante que o de Owen que, mesmo guardado até o epílogo, trouxe toda a carga emocional de volta à história, aumentando o conflito dramático que o leitor sequer imaginou ter relação com a primeira cena do livro.

Confesse é uma trama bem movimentada e os personagens secundários é que são os responsáveis por toda essa movimentação. Conforme vão aparecendo, situações vão surgindo para atrapalhar o casal - que já não sabe mais se deve ou não lutar para ficar juntos. Colleen construiu um enredo altamente sagaz, cheio de mistérios, luta, desavenças, drama familiar e entrega.

Admiravelmente, quando você termina o epílogo e acha que nada mais pode te surpreender, se depara com as próprias pinturas (algumas) estampadas nas últimas páginas e no verso, a confissão correspondente. Depois de algumas pesquisas, descobre também que todas as confissões dos livros foram baseadas em confissões reais, enviadas por seus leitores (pasmem!).   

                                                                                                                                                                   

Colleen segue sendo uma das minhas melhores autoras do gênero e Confesse segue sendo mais uma das suas brilhantes obras. A autora em nada foge da sua temática, trazendo uma trama que faz o mesmo estilo que já estamos acostumados a ver - o que pode ser precocemente já intitulado como mais uma história profunda, que não foge da realidade e que em algum momento te fará refletir sobre algo. Seja como a vida é cheia de segundas chances, seja como não importa o quanto o tempo passe, o amor sempre vence.

O livro é repleto do que a autora sabe fazer de melhor: o drama acerca de personagens quebrados por dentro e marcados por traumas, o que também segue sendo mais um ponto positivo das suas tantas cartadas certeiras.


Se dar ao desfrute de ler um livro da Colleen é saber que inevitavelmente você irá mergulhar num turbilhão de sensações e criar uma conexão com a trama de tal forma que por mais que você não tenha vivido nada daquilo, é possível absorver grandes lições.

Recomendadíssimo!

[Resenha] A garota do lago - Charlie Donlea!

Título: A garota do lago

Autor: Charlie Donlea

Editora: Faro Editorial

Resenha: A história é narrada sob duas perspectivas. Uma, em tempo real, apresentada por Kelsey, uma jornalista que após um recente período traumático, em seu eventual retorno é convocada pelo seu editor chefe a reportar um caso de assassinato em Summit Lake, uma pequena cidade situada nas montanhas Blue Ridge, onde há duas semanas, uma garota chamada Becca fora brutalmente assassinada na casa de férias dos seus pais. A outra narração nos apresenta fatos que aconteceram com a estudante morta, desde 14 meses antes da sua morte, até o dia fatídico em que fora vítima do crime brutal.


O prólogo nos apresenta o dia do assassinato e toda a trama parte dessa premissa. Becca está na casa à beira do lago para relaxar, estudar e colocar a cabeça no lugar, pois está diante de uma fase turbulenta de uma rotina apertada e segredos prestes a serem revelados. Aparentemente à espera de alguém, que para sua surpresa, supostamente antecipou sua chegada que estava prevista para dali a alguns dias, ela abre a porta ao final da terceira batida. Surpresa com o que encontrou, ela é arrastada até a cozinha e depois de uma luta incessante pela própria vida, é violentada, covardemente assassinada e não resiste.

Com uma narração em terceira pessoa, intercalada entre presente e passado vamos conhecendo mais sobre Becca, sua personalidade, seu cotidiano e todas as pessoas ligadas a ela e sobre as investigações da repórter Kelsey, conhecendo consequentemente os possíveis suspeitos, assim como o desvendamento do caso - a partir das pistas que surgem a todo momento.

Becca é uma garota no auge da sua vida, estudante exemplar de Direito, de família respeitosa, filha de um poderoso advogado e extremamente preocupada e atenciosa quanto ao seu futuro profissional. Aparentemente sem inimigos e sempre acompanhada de quatro amigos sinceros, Jack, Gail e Brad. No decorrer dessa jornada conhecemos sua relação com cada um deles e tomamos conhecimento de alguns segredos escondidos, que quando revelados, balança a amizade do grupo e revela o quanto nem tudo que parece, é.

Por outro lado, Kelsey, vista como a melhor jornalista da revista em que trabalha, não pensa duas vezes antes de aceitar a proposta de ir à Summit Lake investigar o caso e escrever seu artigo para a Events. Durante a sua estada na pequena cidade, conhece algumas pessoas e dentre elas, pessoas que acrescentaram e muito nas suas investigações. Três delas com presença forte como o delegado (que aceitou ajudá-la para diminuir sua frustração de ter sido afastado do caso pelas autoridades estaduais), um dos médicos do hospital que recebeu Becca no dia da sua morte (aceitando ajudá-la por curiosidade ao perceber junto com a mesma, alterações no laudo da garota) e Rae (que foi mais que uma ajudante, foi uma amiga. Rae trabalha no Café da Millie onde Becca esteve pela última vez antes de ter sido assassinada e contribui e muito para desvendar o caso). Kelsey, junto a esses personagens secundários altamente expressivos traça uma linha importantíssima para chegar ao assassino e descobrir as motivações daquele ataque cruel.

Conforme as investigações avançam, mais podemos ver um quebra-cabeça sendo formado. A jornalista se vê tão presa ao caso, que chegar ao seu desfecho estava muito além de apenas cumprir seu trabalho. Kelsey queria fazer aquilo tudo por Becca, que lhe despertou uma ligação muito além do profissional. Ela precisava daquilo para se manter viva consigo mesma, principalmente quando se dá conta de que tinham algo em comum, mas Becca não tivera a mesma sorte que ela. Descobrir o que aconteceu com aquela garota lhe daria forças para seguir em frente e enterrar os seus próprios fantasmas.  E agora Kelsey estava ali, disposta a seguir todas as pistas para concluir a história da menina que não teve a chance de viver e teve seu futuro ceifado pelas mãos de um lunático. E ela iria até o fim.

Um futuro interrompido covardemente, fatos que ao serem ocultados pelos envolvidos se tornaram pontos importantes que levaram àquela tragédia, onde nenhum dos envolvidos na descoberta imaginaria encontrar tanto mistério por trás de tudo aquilo... De tudo o que ficou ofuscado para não revelar ao público - que sequer imaginava que por trás de um crime aparentemente bem feito, existia muito mais do que as autoridades responsáveis queriam revelar.

O enredo é deslumbrante, um amontoado de detalhes que nos faz direcionar a culpa para várias pessoas ao mesmo tempo e conforme mais pessoas aparecem à história, as cartas que aparentemente estavam prestes a serem reveladas são embaralhadas novamente e aumenta a lista de suspeitos, num ‘vai e não vai’, e ‘é e não é’ interminável, que quanto mais se mexe, mais te distancia do real culpado.

O autor brinca com o leitor o tempo inteiro. A forma que ele usou para despistar o leitor do assassino foi ousada, típica de quem sabe envolver e enganar ao mesmo tempo. A sagacidade com que finalizava cada capítulo proporcionou uma leitura ágil, pois se tornava impossível finalizar um, sem querer imediatamente iniciar o outro. A forma que também encontrou para ocultar alguns detalhes e explorá-lo no momento adequado promoveu uma trama de tirar o fôlego.

Charlie Donlea além de trazer uma premissa altamente convidativa, cumpre sua proposta com maestria, com um thriler de alta qualidade onde nada no seu enredo foi desnecessário ou enrolado. De construção bem desenvolvida e elaborada, trouxe o que os fãs de suspense gostam de ver e tudo impecavelmente na medida certa, não ficando em nada atrás de Gillian Flynn ♥

A edição da Faro está pra ninguém colocar defeitos. Sempre me surpreendo a cada livro que eu leio e sei que isso não para por aqui. É um trabalho impecável que – junto à uma boa história – sabe como te agarrar.

[Resenha] Poemas Escolhidos - Emily Dickinson!

Título: Poemas Escolhidos

Autora: Emily Dickinson

Editora: Coleções Folha (Folha de São Paulo)


Resenha: Poemas Escolhidos faz parte da Coleção ‘Folha – Mulheres na Literatura’, composta de 30 livros que viraram clássicos e que, escritos por grandes autoras, revelam o olhar feminino no melhor da literatura mundial, afinal, "Por trás de grandes histórias, há mulheres maiores ainda".
O livro conta com cerca de 100 poemas, todos breves e leves, refletindo a respeito de pequenas e grandes coisas do dia a dia, nos permitindo uma jornada pela mente humana que tão facilmente nos leva a visualizar as impressões, ideias e pensamentos da autora.

Emily foi muito sagaz, é inegável seu pensamento crítico, sua afinidade com a escrita e sua sutileza com os pequenos detalhes da vida. É possível ver sentimento, ver plenitude e mesmo reconhecendo tamanha densidade poética, fiquei esperando uma maior sensibilidade. Não sou muito adepta aos poemas, talvez esse tenha sido o motivo de ter feito a leitura com um olhar mais exigente. Em suma, achei muito mais interessante a história da autora, do que seus escritos - que não me tocaram como eu esperava. Mas para os amantes de uma boa poesia, eu recomendo muito, é incontestável o talento da autora.

Gostei tanto da sua história, que resolvi trazer pra vocês, vale a pena ler.

Sobre a obra:
Em maio de 1886, após a morte de Emily Dickinson, sua irmã Lavínia encontra alguns cadernos, feitos de papel de carta, entre os pertences deixados pela poeta. Ali se achava a quase totalidade de sua obra, composta de 1.775 poemas, escritos entre 1850 e o ano de sua morte. Parte desse material achava-se organizado por Emily e a partir dele, foi possível estabelecer uma cronologia aproximada de sua criação.
Emily transitou por todos os grandes temas do gênero poético. Por isso, seus primeiros editores agruparam os poemas em blocos que receberam títulos definidores: “Vida”, “Amor”, “Natureza” e “Tempo e Eternidade”.
Embora nunca tenha sido publicada em vida, a não ser em colunas literárias de jornais e mesmo assim, rarissimamente, a entusiástica recepção à primeira antologia (1890) levou seus editores a lançarem duas novas edições, em 1891 e em 1896.
Fonte: Folha de S. Paulo.

Sobre a autora:
Emily passava suas tardes lendo, caminhando pelas colinas com seu cão ou na casa de algum de seus amigos e isso era tudo. Sua família era puritana, tendo sido ela criada segundo a doutrina do congregacionalismo Trinitário. Apesar de religiosa, nunca entrou para a Igreja.
Se tornou leitora apaixonada pelas obras de escritoras como Charlotte Brontë, da qual conhecera e se tornara entusiasta da obra Jane Eyre. Entre os clássicos, sua tinha particular apreço por Shakespeare.
Emily formou-se em 1847 na Academia de Amherst, e neste período trabalhava já como governanta em casas de famílias da cidade, uma das poucas profissões permitidas para as mulheres da época.
Durante estes anos, o que é significativo em sua biografia é a morte do acadêmico Leonard Humphrey, íntimo de Emily que aprofundou ainda mais a obsessão da garota pela morte, e a amizade como Susan Gilbert, sua maior confidente e a quem Emily enviou mais de trezentas cartas ao longo da vida. Muito mais tarde, depois da morte da escritora, a filha de Susan seria responsável por publicar uma coleção importante de poemas inéditos de Emily Dickinson, todos inclusos nestas correspondências.
Pouco se sabe sobre quando Emily teria começado a escrever poesia. Também muito poucos poemas de sua juventude sobreviveram à posteridade. O ano de 1958 foi, porém, um momento decisivo em sua vida, pois foi quando ela passou a organizar seu arquivo pessoal de poemas. Emily começou a fazer cópias manuais dos escritos e a unir as folhas costurando-as com linha, formando pequenos pacotes encadernados que ela então arquivava em um grande baú de madeira.
Fonte: https://literaturanorteamericana2012fe.wordpress.com/2012/11/15/52/


Um dos poemas:
"Moro na possibilidade,
Com muito mais janelas
E bem melhor, pelas portas

De aposentos inacessíveis,
Como são, para o olhar, os cedros,
E tendo por forro perene
Os telhados do céu.

Visitantes, só os melhores;
Por ocupação, só isto:
Abrir amplamente minhas mãos estreitas
Para agarrar o paraíso.


[Resenha] Apaixonada pelo garoto nerd - Mariana Mello Sgambato!

Título: Apaixonada pelo garoto nerd

Autora: Mariana Mello Sgambato

Editora: Pandorga


Resenha: A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista de Audrey Blackwell. Audrey é uma garota popular, bonita, estuda em uma ótima escola particular, é líder de torcida, namora Tyler, um garoto bonito, popular e quarterback do time da escola, tem uma melhor amiga chamada Aimée com quem apronta todas e ainda é concorrente forte a receber a coroa de Rainha do Baile de Primavera. Tudo parece perfeito não é? Não fosse um pequeno (mentira, GRANDE) problema: Suas notas são muito baixas e além de não ser muito boa em matemática, sua professora a pegou colando e tudo foi se desmoronando.

Seus pais retiraram sua mesada e de quebra ainda a ameaçou matriculá-la numa escola pública se ela repetir o ano. O que com certeza seria o fim do seu status social, sem falar que se afastaria das pessoas com quem gosta e convive. Tyler, inclusive.

E é aí que conhecemos Noah Hartley, o garoto nerd da escola. Desesperada por melhorar suas notas, Audrey recorre a ele para ajudá-la, mesmo sabendo que poderia ter total rejeição da parte dele, uma vez que é notável que o garoto ainda guarda rancores dela por um episódio que aconteceu no passado e por sempre ser motivo de piadas por todos, por ser tão inteligente. Agora Audrey precisará se esforçar muito para convencê-lo a ajudá-la.

E depois de receber um não – como já era esperado, a garota precisa pensar em algo que o faça aceitar ajudá-la. É quando ela fica sabendo que ele foi demitido do emprego, por uma situação constrangedora causada por ela e sua amiga, inclusive. E agora ele precisa urgente de um novo emprego para ajudar sua irmã que tem problemas cardíacos e precisa fazer uma cirurgia.

Noah, sem muita escolha, topa ajudá-la em troca do dinheiro que Audrey o oferece. Só que o que era pra ser apenas aulas particulares, os frequentes encontros dos dois vão a ensinando muito além da matemática. Audrey vai aprendendo a abrir o coração para as novidades, para as novas pessoas, as novas sensações, as novas vivências. Vai vendo em Noah, muito além de um garoto que sabe matemática como ninguém, mas começa a enxergar o quanto ele é divertido, prestativo, um pouco ácido (haha!), envolvente, interessante e até bonito.

Qualidades que jamais ela havia se dado oportunidade de perceber, atenta apenas ao que era conveniente ao seu status. Há uns dias atrás, estar perto de Noah era visto por ela como algo catastrófico, era sujar a sua reputação, era algo inimaginável.
A partir do momento em que se permite conhecê-lo de verdade, a garota vai percebendo que conquistar o coração do garoto bonitão da escola só por ele ser popular, lutar para ganhar a coroa no baile e ser uma aluna admirada por todos, nunca mais entraria em sua lista de prioridades. Havia coisas mais importantes e tudo isso, Noah a fez enxergar... Ao ponto de não mais se importar em se ver apaixonada pelo garoto nerd, nos mostrando a cada capítulo, o quão está envolvida estava e disposta a ultrapassar tudo e todos para viver essa experiência..

Claro que no meio disso tudo e até que eles possam reconhecer que querem ficar juntos, algumas derrapadas vão surgir, mas nada como levantar e sacudir a poeira, não é mesmo? Afinal, quem nunca errou, hein?!

Fazer essa leitura foi uma grata surpresa. Não imaginava o quanto ela me cativaria. É o tipo de livro que quando você se dá conta, já está enlaçada na história.
Os personagens secundários são maravilhosos. Não tem como não se apaixonar pela Leah, ou pela Aimée, que nas suas formas mais simples, contribuíram e muito pro desenrolar da história.

Apesar do livro ter um título totalmente previsível, o mais bacana é acompanhar o crescimento da personagem. O que de antemão se tratava de uma garota dotada de caprichos, superficialidade, egoísmo e disputa de ego, vai ganhando outra faceta conforme o desenrolar e fica fácil torcer pelo casal, mesmo sabendo como irá terminar. Trama de enredo provável, elementos já esperados, mas que eu garanto que vai te divertir muito... num romance apaixonante, fruto de um trabalho tão bem construído.

É o típico livro que você vai ler imaginando um filme na Sessão da Tarde.
Livro adolescente, de narrativa clara, desenrolada, fluída. Um livro adorável nas suas mais belas formas, que faz com que nossa experiência com a leitura seja prazerosa. 
Eu amei. Tão sério que é no grau superlativo absoluto de sério.
Ansiosa pelo volume 2.

Recomendo!

[Quote] Cidades de Papel - John Green!

"Na minha opinião, todo mundo recebe uma dádiva. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós."

"A cidade era de papel, mas as memórias, não."

"Eu escolhi vir com você. E você me escolheu. [...] É como uma promessa. Pelo menos esta noite. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Até que o sol nos separe."

"... porque, antes de fazer sentido, as coisas precisam ser ouvidas." 

"Mas não dá para separar uma coisa da outra, não é? As pessoas são o lugar, e o lugar é as pessoas."

[Novidades] Novos na estante - Outubro ♥

Hi everybody

Como vocês estão?!
Já passou da metade do mês, eu sei!
Mas consegui reunir os queridinhos que entraram pra estante e resolvi mostrar pra vocês. 
Teve livro de parceria, teve presentinhos, trocas no skoob, teve de tudo. Reconheço que deveria esperar a Black Friday, mas também teve comprinhas sim!, porque eu não resisto a um bom descontinho.


Os 4 livros em destaque vieram num pacote recheado de muita delicadeza, cor e brilho. O autor Mauro Felippe entrou em contato comigo há uns dias e muito gentilmente me ofereceu seus exemplares, que - sem querer rasgar seda - eu achei de uma beleza sensacional. As diagramações estão extremamente caprichosas e pra ninguém botar defeito. São quatro livros - capa dura - e ricos em poesias, reflexões, provocações e crônicas. Com ilustrações maravilhosas de Rael Dionisio.  
Não vejo a hora de desfrutar dessa harmonia e trazer minhas impressões pra vocês aqui!


Sem delongas, esses foram os recebidos do mês de outubro 📚
Só explosão

 Vacas;
♥ Quando a bela domou a fera;
 Um acordo de cavalheiros;
 O voo da vespa;
 Mister O;
 Virgem por acaso;
 Nove;
 Espectros;
 Humanos;
 Ócio;
 O planeta dos macacos;
 Minha vida dava um livro;
 Para sempre Ninão;
 Apenas uma garota;
 Contos de A fúria e a aurora;
 O rei de amarelo.

Conta aí o que vocês acharam!
Por hoje é só!
Até a próxima