[Resenha] Poemas Escolhidos - Emily Dickinson!

Título: Poemas Escolhidos

Autora: Emily Dickinson

Editora: Coleções Folha (Folha de São Paulo)


Resenha: Poemas Escolhidos faz parte da Coleção ‘Folha – Mulheres na Literatura’, composta de 30 livros que viraram clássicos e que, escritos por grandes autoras, revelam o olhar feminino no melhor da literatura mundial, afinal, "Por trás de grandes histórias, há mulheres maiores ainda".
O livro conta com cerca de 100 poemas, todos breves e leves, refletindo a respeito de pequenas e grandes coisas do dia a dia, nos permitindo uma jornada pela mente humana que tão facilmente nos leva a visualizar as impressões, ideias e pensamentos da autora.

Emily foi muito sagaz, é inegável seu pensamento crítico, sua afinidade com a escrita e sua sutileza com os pequenos detalhes da vida. É possível ver sentimento, ver plenitude e mesmo reconhecendo tamanha densidade poética, fiquei esperando uma maior sensibilidade. Não sou muito adepta aos poemas, talvez esse tenha sido o motivo de ter feito a leitura com um olhar mais exigente. Em suma, achei muito mais interessante a história da autora, do que seus escritos - que não me tocaram como eu esperava. Mas para os amantes de uma boa poesia, eu recomendo muito, é incontestável o talento da autora.

Gostei tanto da sua história, que resolvi trazer pra vocês, vale a pena ler.

Sobre a obra:
Em maio de 1886, após a morte de Emily Dickinson, sua irmã Lavínia encontra alguns cadernos, feitos de papel de carta, entre os pertences deixados pela poeta. Ali se achava a quase totalidade de sua obra, composta de 1.775 poemas, escritos entre 1850 e o ano de sua morte. Parte desse material achava-se organizado por Emily e a partir dele, foi possível estabelecer uma cronologia aproximada de sua criação.
Emily transitou por todos os grandes temas do gênero poético. Por isso, seus primeiros editores agruparam os poemas em blocos que receberam títulos definidores: “Vida”, “Amor”, “Natureza” e “Tempo e Eternidade”.
Embora nunca tenha sido publicada em vida, a não ser em colunas literárias de jornais e mesmo assim, rarissimamente, a entusiástica recepção à primeira antologia (1890) levou seus editores a lançarem duas novas edições, em 1891 e em 1896.
Fonte: Folha de S. Paulo.

Sobre a autora:
Emily passava suas tardes lendo, caminhando pelas colinas com seu cão ou na casa de algum de seus amigos e isso era tudo. Sua família era puritana, tendo sido ela criada segundo a doutrina do congregacionalismo Trinitário. Apesar de religiosa, nunca entrou para a Igreja.
Se tornou leitora apaixonada pelas obras de escritoras como Charlotte Brontë, da qual conhecera e se tornara entusiasta da obra Jane Eyre. Entre os clássicos, sua tinha particular apreço por Shakespeare.
Emily formou-se em 1847 na Academia de Amherst, e neste período trabalhava já como governanta em casas de famílias da cidade, uma das poucas profissões permitidas para as mulheres da época.
Durante estes anos, o que é significativo em sua biografia é a morte do acadêmico Leonard Humphrey, íntimo de Emily que aprofundou ainda mais a obsessão da garota pela morte, e a amizade como Susan Gilbert, sua maior confidente e a quem Emily enviou mais de trezentas cartas ao longo da vida. Muito mais tarde, depois da morte da escritora, a filha de Susan seria responsável por publicar uma coleção importante de poemas inéditos de Emily Dickinson, todos inclusos nestas correspondências.
Pouco se sabe sobre quando Emily teria começado a escrever poesia. Também muito poucos poemas de sua juventude sobreviveram à posteridade. O ano de 1958 foi, porém, um momento decisivo em sua vida, pois foi quando ela passou a organizar seu arquivo pessoal de poemas. Emily começou a fazer cópias manuais dos escritos e a unir as folhas costurando-as com linha, formando pequenos pacotes encadernados que ela então arquivava em um grande baú de madeira.
Fonte: https://literaturanorteamericana2012fe.wordpress.com/2012/11/15/52/


Um dos poemas:
"Moro na possibilidade,
Com muito mais janelas
E bem melhor, pelas portas

De aposentos inacessíveis,
Como são, para o olhar, os cedros,
E tendo por forro perene
Os telhados do céu.

Visitantes, só os melhores;
Por ocupação, só isto:
Abrir amplamente minhas mãos estreitas
Para agarrar o paraíso.


[Resenha] Apaixonada pelo garoto nerd - Mariana Mello Sgambato!

Título: Apaixonada pelo garoto nerd

Autora: Mariana Mello Sgambato

Editora: Pandorga


Resenha: A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista de Audrey Blackwell. Audrey é uma garota popular, bonita, estuda em uma ótima escola particular, é líder de torcida, namora Tyler, um garoto bonito, popular e quarterback do time da escola, tem uma melhor amiga chamada Aimée com quem apronta todas e ainda é concorrente forte a receber a coroa de Rainha do Baile de Primavera. Tudo parece perfeito não é? Não fosse um pequeno (mentira, GRANDE) problema: Suas notas são muito baixas e além de não ser muito boa em matemática, sua professora a pegou colando e tudo foi se desmoronando.

Seus pais retiraram sua mesada e de quebra ainda a ameaçou matriculá-la numa escola pública se ela repetir o ano. O que com certeza seria o fim do seu status social, sem falar que se afastaria das pessoas com quem gosta e convive. Tyler, inclusive.

E é aí que conhecemos Noah Hartley, o garoto nerd da escola. Desesperada por melhorar suas notas, Audrey recorre a ele para ajudá-la, mesmo sabendo que poderia ter total rejeição da parte dele, uma vez que é notável que o garoto ainda guarda rancores dela por um episódio que aconteceu no passado e por sempre ser motivo de piadas por todos, por ser tão inteligente. Agora Audrey precisará se esforçar muito para convencê-lo a ajudá-la.

E depois de receber um não – como já era esperado, a garota precisa pensar em algo que o faça aceitar ajudá-la. É quando ela fica sabendo que ele foi demitido do emprego, por uma situação constrangedora causada por ela e sua amiga, inclusive. E agora ele precisa urgente de um novo emprego para ajudar sua irmã que tem problemas cardíacos e precisa fazer uma cirurgia.

Noah, sem muita escolha, topa ajudá-la em troca do dinheiro que Audrey o oferece. Só que o que era pra ser apenas aulas particulares, os frequentes encontros dos dois vão a ensinando muito além da matemática. Audrey vai aprendendo a abrir o coração para as novidades, para as novas pessoas, as novas sensações, as novas vivências. Vai vendo em Noah, muito além de um garoto que sabe matemática como ninguém, mas começa a enxergar o quanto ele é divertido, prestativo, um pouco ácido (haha!), envolvente, interessante e até bonito.

Qualidades que jamais ela havia se dado oportunidade de perceber, atenta apenas ao que era conveniente ao seu status. Há uns dias atrás, estar perto de Noah era visto por ela como algo catastrófico, era sujar a sua reputação, era algo inimaginável.
A partir do momento em que se permite conhecê-lo de verdade, a garota vai percebendo que conquistar o coração do garoto bonitão da escola só por ele ser popular, lutar para ganhar a coroa no baile e ser uma aluna admirada por todos, nunca mais entraria em sua lista de prioridades. Havia coisas mais importantes e tudo isso, Noah a fez enxergar... Ao ponto de não mais se importar em se ver apaixonada pelo garoto nerd, nos mostrando a cada capítulo, o quão está envolvida estava e disposta a ultrapassar tudo e todos para viver essa experiência..

Claro que no meio disso tudo e até que eles possam reconhecer que querem ficar juntos, algumas derrapadas vão surgir, mas nada como levantar e sacudir a poeira, não é mesmo? Afinal, quem nunca errou, hein?!

Fazer essa leitura foi uma grata surpresa. Não imaginava o quanto ela me cativaria. É o tipo de livro que quando você se dá conta, já está enlaçada na história.
Os personagens secundários são maravilhosos. Não tem como não se apaixonar pela Leah, ou pela Aimée, que nas suas formas mais simples, contribuíram e muito pro desenrolar da história.

Apesar do livro ter um título totalmente previsível, o mais bacana é acompanhar o crescimento da personagem. O que de antemão se tratava de uma garota dotada de caprichos, superficialidade, egoísmo e disputa de ego, vai ganhando outra faceta conforme o desenrolar e fica fácil torcer pelo casal, mesmo sabendo como irá terminar. Trama de enredo provável, elementos já esperados, mas que eu garanto que vai te divertir muito... num romance apaixonante, fruto de um trabalho tão bem construído.

É o típico livro que você vai ler imaginando um filme na Sessão da Tarde.
Livro adolescente, de narrativa clara, desenrolada, fluída. Um livro adorável nas suas mais belas formas, que faz com que nossa experiência com a leitura seja prazerosa. 
Eu amei. Tão sério que é no grau superlativo absoluto de sério.
Ansiosa pelo volume 2.

Recomendo!

[Quote] Cidades de Papel - John Green!

"Na minha opinião, todo mundo recebe uma dádiva. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós."

"A cidade era de papel, mas as memórias, não."

"Eu escolhi vir com você. E você me escolheu. [...] É como uma promessa. Pelo menos esta noite. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Até que o sol nos separe."

"... porque, antes de fazer sentido, as coisas precisam ser ouvidas." 

"Mas não dá para separar uma coisa da outra, não é? As pessoas são o lugar, e o lugar é as pessoas."

[Novidades] Novos na estante - Outubro ♥

Hi everybody

Como vocês estão?!
Já passou da metade do mês, eu sei!
Mas consegui reunir os queridinhos que entraram pra estante e resolvi mostrar pra vocês. 
Teve livro de parceria, teve presentinhos, trocas no skoob, teve de tudo. Reconheço que deveria esperar a Black Friday, mas também teve comprinhas sim!, porque eu não resisto a um bom descontinho.


Os 4 livros em destaque vieram num pacote recheado de muita delicadeza, cor e brilho. O autor Mauro Felippe entrou em contato comigo há uns dias e muito gentilmente me ofereceu seus exemplares, que - sem querer rasgar seda - eu achei de uma beleza sensacional. As diagramações estão extremamente caprichosas e pra ninguém botar defeito. São quatro livros - capa dura - e ricos em poesias, reflexões, provocações e crônicas. Com ilustrações maravilhosas de Rael Dionisio.  
Não vejo a hora de desfrutar dessa harmonia e trazer minhas impressões pra vocês aqui!


Sem delongas, esses foram os recebidos do mês de outubro 📚
Só explosão

 Vacas;
♥ Quando a bela domou a fera;
 Um acordo de cavalheiros;
 O voo da vespa;
 Mister O;
 Virgem por acaso;
 Nove;
 Espectros;
 Humanos;
 Ócio;
 O planeta dos macacos;
 Minha vida dava um livro;
 Para sempre Ninão;
 Apenas uma garota;
 Contos de A fúria e a aurora;
 O rei de amarelo.

Conta aí o que vocês acharam!
Por hoje é só!
Até a próxima

[Resenha] Minha Vida Dava Um Livro - Guilherme Cepeda e Larissa Azevedo!

Título: Minha Vida Dava Um Livro

Autor: Guilherme Cepeda e Larissa Azevedo

Editora: Única


Resenha: Minha Vida Dava Um Livro poderia ser mais um livro interativo, mas é especialmente um livro para quem ama livros. Com uma temática toda voltada para o universo literário, é um livro destinado a todos os leitores vorazes que amam registrar pontos importantes das suas experiências literárias, que adoram usar a criatividade e que amam escrever.

É uma leitura gratificante e estimulante.
Utilizado não só para divertimento, o livro propõe exercitar a memória, despertar o lado crítico, estimular a imaginação, remexer nas lembranças - nos instigando a atrair considerações, ideias, impressões de toda uma trajetória literária. Além de incentivar muitos a tornarem-se novos leitores, com todas as lacunas vazias das 153 páginas que os farão ter vontade de mergulhar na leitura para poder preencher.


Com o poder de nos fazer refletir sobre nossos gostos e frustrações e nos fazer reviver as boas leituras, as páginas trazem ideias maravilhosas que faz de nós, um pouco autores também. É uma ótima alavancada de início para quem – como eu – gosta de escrever, é impossível não se identificar e achar prazeroso a cada virar de folha.


Torna-se um verdadeiro desafio, afinal, em muitas propostas não é tão fácil assim, por exemplo, escolher só 3 livros que você comprou só porque achou a capa bonita, ou escolher só UM livro que marcou a sua vida. Um desafio que nos faz pensar com maior exigência sobre todas as nossas considerações literárias.



Rico em detalhes e com uma diagramação maravilhosa, o leitor tem a oportunidade de registrar desde as extrínsecas situações ao mais intrínseco de uma relação leitor/livro. Há lugar para desenhar, para fazer marcação, colar fotos, listar blogs, playlists, autores, lista de favoritos, espaço para ressuscitar e matar personagens. Tem receitinhas literárias, quotes dos livros mais famosos, modelo de contrato para empréstimo de livros e muito, mas muito mais.




Treinando seu momento escritor, tem espaço para contar fatos da sua vida, escrever suas palavras favoritas, sobre o que seria o seu primeiro capítulo, criar o seu próprio agradecimento, encontrar dicas de escrita, dentre tantas outras coisitas.





Larissa e Guilherme criaram, com muita criatividade, um livro gostoso de se ter na coleção. É um livro que todo leitor viciado deveria ter, principalmente porque o mais interessante disso tudo certamente será relê-lo daqui a uns 10 anos e ver quanta coisa mudou - ou ainda, o que permanece intacto.

Muito gratificante a experiência. Recomendo!

[Resenha] O verão em que tudo mudou - Vinícius Grossos, Gabriela Freitas e Thais Wandrofski!

Título: O verão em que tudo mudou

Autor: Vinícius Grossos, Gabriela Freitas e Thais Wandrofski

Editora: Faro Editorial


Resenha: Em O verão em que tudo mudou, temos três contos narrados – na ordem – por Frederico, Lavínia e Sol, nos trazendo três histórias diferentes, com mensagens distintas, mas que ao mesmo tempo nos traz algo incomum: Todos os três são jovens buscando seu lugar ao sol e perdidos ao seu próprio jeito, nos mostrando todas as suas trajetórias de crescimento, na busca de si mesmos. Os contos acontecem durante os três meses que abraçam o verão, cada um em um mês e que de forma genuína, os autores fazem uma conexão com os três protagonistas.

O primeiro conto acontece em dezembro, se intitula “Quando infinitos se encontram” e foi escrito por Vinícius Grossos. Esse primeiro conto nos traz a história de Fred, um jovem que após concluir o ensino médio se vê frustrado por não ter planos para o futuro, não ter sonhos. Fred não consegue pensar em um curso que goste, não vê perspectiva em nada. O garoto trabalha em uma livraria e por ser um ambiente que gosta, seu trabalho é a única coisa que lhe dá prazer - em sua vida de calmaria... Até a véspera de Natal, quando uma garota cruza seu caminho aparecendo na livraria quando ele já está prestes a fechá-la, exigindo que ele abra para que ela possa devolver um presente que acabara de ganhar, inclusive de um rapaz que fez uma compra com ele mais cedo. Esse furacão se chama Valentina e carrega um fato de decepção. A garota descobriu que estava sendo enganada quando viajou para encontrar um rapaz na cidade dele e descobre que o mesmo é casado. Agora, em plena véspera de Natal, numa cidade que não conhece, está com dificuldade de voltar para casa. Assim, depois de grudar na cola do Fred e de muito insistir, o rapaz aceita ajudá-la. Não sabiam eles quantas emoções àquela noite reservava aos dois e o que era para ser apenas uma ajuda, tornou a noite mais longa que o esperado, cheia de surpresas e que quanto mais eles conversavam e se conheciam - ao passo que eles se permitiam passar em vários lugares antes da rodoviária -, mais se ajudavam de forma que nem eles mesmos sabiam que estavam o fazendo. Valentina, o avesso de Fred, garota forte, desinibida, segura do que quer, aos poucos contribui e muito para as descobertas do garoto que só queria entender o seu papel aqui, num mundo onde pôde perceber que “quando os infinitos se encontram, coisas maravilhosas podem acontecer”.


O segundo conto acontece em janeiro e é intitulado de “Mantenha-se viva”. É um conto de Gabriela Freitas e nessa história conhecemos a Lavínia, que após receber aprovação para faculdade de arquitetura que era um sonho dos seus pais, percebe que há muito esse não era mais o seu. Cansada de sempre viver para atingir as expectativas deles, a garota decide jogar esse sonho dos seus pais para cima, mesmo sabendo o quão seria doloroso tanto para eles quanto para ela - que sabia o quanto eles haviam se esforçado para investir em seus estudos. Mas ela precisava se descobrir, caminhar com os próprios pés e ser dona da sua própria história, nem que para isso tivesse de abrir mão disso tudo. E em um conflito interior e depois de muito pensar, ela decide que precisa de um mês longe de tudo isso e viaja para Búzios. Ainda no ônibus conhece Cauê, um rapaz que oferece ajuda e depois de achá-lo extremamente irritante, aos poucos vai baixando a guarda, principalmente porque eles conviveriam bem próximos nos próximos 31 dias, simplesmente porque Cauê é nada mais, nada menos que filho da dona da pousada que ela escolheu para se hospedar. E na cidade litorânea, conforme os dias vão passando, mais a garota, na companhia de Cauê que se mostra bem amigável e prestativo, vai se descobrindo, experimentando situações novas, se abrindo para o novo e é aí que a garota – até então insegura – começa a entender a frase “Mantenha-se viva”, últimas palavras que sua irmã lhe disse antes de falecer. Lavínia aos poucos começa a perceber o que precisava para crescer em si mesma, ela começa entender que não precisava ser alguém que não era pra suprir a ausência da irmã na vida dos pais, tentar fazer as coisas ao modo que sua Irma faria, pra diminuir a dor de todos. E Cauê, assim como toda sua ida àquele lugar, teve papel fundamental nessa (re)descoberta, que após os 31 dias ela já estava certa de para onde ir.


E no terceiro e último conto, que acontece no mês de fevereiro e foi escrito por Thaís Wandrofski temos a história de título “Pôr do sol”. Nesse conto a autora nos apresenta Sol, uma garota extremamente organizada e totalmente adepta aos planejamentos. Sol tem sua vida inteira na ponta do lápis e detesta que qualquer coisa saia do planejado. Tudo começa a mudar após uma discussão com sua melhora amiga, Bia, que após uma vida inteira escondendo o que realmente pensa da Sol, despeja umas verdades em sua cara, mostrando-a o quanto ela é egoísta e só se importa com os próprios problemas. Com isso, nossa protagonista começa a olhar pra dentro de si e decide que sua amiga tem razão, fazendo-a refletir em todos os seus próprios pontos em que precisa consertar. Sabendo toda a origem dos seus erros e os principais motivos que a faz sustentá-los por tanto tempo, Sol começa uma autoanálise e decide que quer ser uma pessoa melhor e mais altruísta. E para sua felicidade, no decorrer de todo o mês, ela é posta à prova e quanto mais tenta movimentar suas férias, mais vai encontrando motivos para provar que realmente pode e vai mudar seu comportamento, não só para ser melhor para as pessoas ao seu redor, mas principalmente para si mesma... Desde a começar a ouvir melhor sua melhor amiga, à ajudar uma desconhecida, ou dar um empurrãozinho no trabalho de um senhorzinho que vende brownies. Durante a trama também acontece algo que movimenta e muito o desenrolar, Sol recebe um SMS de um número desconhecido, que alguém parece ter enviado por engano e ao responder explicando o equívoco da pessoa, alimenta uma conversa com um garoto, que no fim de tudo a mostra que “quando você se abre para a vida, a vida se abre para você”.

O verão em que tudo mudou me deixou encantadíssima, não só pela maravilha e criatividade acerca desses três contos, mas também pela beleza de ler algo tão bacana vindo de pessoas tão jovens da nossa literatura, isso instiga o leitor de forma altamente positiva a se abrir e valorizar ainda mais os nossos novos autores. Esse livro foi indiscutivelmente uma grata surpresa. Recomendadíssimo!